Uma parada bem massa pra tu viajar

Não é o tipo de coisa que se compra em qualquer lugar. Eu mesma, antes de ser levada lá por um amigo, nem sabia onde achar essas paradas sozinha. Agora que sei, vou com frequência a procura de mais.

Na primeira vez que ele me deixou alguns, eu não usei assim logo de cara, preferi guardar pra desfrutar sozinha ou em alguma ocasião especial, sei lá. E foi num dia muito pensativo que acabei acendendo unzinho pra ver no que dava, já que dizem que ajuda a clarear as ideias.

Me enrolei um pouco com o isqueiro, e então… de primeira, nada demais. Só fumaça e um cheiro novo. Imaginando que fosse preciso alguns segundos, fechei os olhos para esperar o que quer que aquilo fosse me oferecer, mas foi quando novamente os abri que a magia aconteceu.

O quarto estava cheio de espirais de fumaça que se desmanchavam perto do teto, a janela aberta puxava, soprava e bagunçava essa fumacinha que passava por mim como fantasmas, e aquele cheiro… ah, o cheiro! O ambiente todo exalando o maravilhoso perfume do… cigar Incenso de Flor de Laranjeira (risos).


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A Infeliz Saga dos Cálculos Renais V | “Cateter Duplo J”

Dia 05/06: Êta glóoooria!

Recebi uma ligação à noite de um número privado perguntando: “Poliane Victória?”. Pensei que era retorno de alguma empresa que deixei currículo (risos), era o Dr. R. falando que o hospital conseguiu a máquina e que eu deveria me internar às 7:00h do dia seguinte.

No caso, era umas 21:00h quando ele ligou e eu fiquei tipo: “hãn?”, “cirurgia de quê mesmo?”…

Como o Dr. S. (esse é meu urologista) tinha dito que a remoção de cálculo é um processo rápido, eu nem coloquei muita coisa na bolsa. Só meus exames, uma toalha, sabonete e uma muda de roupas.


Dia 06/06: Internamento

Cheguei cedo como foi pedido, mas fui encaminhada para o leito só às 15:00h, e jurava que voltaria pra casa à noite, até que o Dr. R. falou que o processo seria só no dia seguinte… à tarde.

“Anotação mental 1: Quando o médico falar que você vai se internar, quer dizer que você vai se internar mesmo, idiota! Então leva sandália, escova de dente, carregador, lençol…”

Como sou maior de idade, mãe não pode ficar me acompanhando então eu passei a noite sozinha, – quero dizer; tinha outras mulheres internadas lá, mas, né?… Matei o tédio falando com a Cacheada, e ligando para Rich, Thinho e Pai. Me zoando, Rich disse para eu aproveitar a deixa e fazer uma rinoplastia (risos), esse ridículo adora falar do meu nariz.

Demorei pra dormir, porque estava meio apreensiva e cheia de paranóia na cabeça já que essa era a primeira vez que eu passava a noite num hospital para um procedimento, mas o cansaço me venceu.


Dia 07/07: Agora vai… não foi!

Na visita da manhã, quando mãe subiu pra levar minhas coisas, eu já estava enturmada com as mulheres do dormitório feminino. Cada figura que nem sei (risos), uma delas, a única na minha faixa etária, apelidei de “Coxinha”, porque durante o jejum para o procedimento ela ficava repetindo que queria coxinha.

De tarde já estava de banho tomado e com a bata.

“Anotação mental 2: É pra ficar com 0 roupas por baixo da bata, entendeu, Poliane? Peladona, nua, do jeito que veio ao mundo…”

No centro cirúrgico os anestesistas conversaram bastante comigo explicando como funciona a anestesia geral e me fazendo perguntas. Nessa hora vi o Dr. S. no corredor e fiquei mais segura em saber que ele fazia parte da equipe (ele deu um soquinho na minha mão e falou: vai se livrar de mim hoje, né?). Na sala de cirurgia mesmo, a última coisa que lembro é da anestesista falando que não era para eu me preocupar, pois continuaria vestida. Ela mexeu no meu soro e eu apaguei.

Comecei a despertar devagarzinho, mas puxando o ar pela boca como se o mundo fosse acabar, porque não conseguia respirar normalmente (eu me escutava respirando, mas não conseguia abrir os olhos). O anestesista tinha me avisado que a dificuldade para respirar podia acontecer ao despertar, normal. Senti um incômodo no baixo ventre, uma ardência e uma puta vontade de urinar. Eu estava numa maca no corredor do Centro Cirúrgico batendo de frio, acordando e dormindo.

Quando me levaram pra o dormitório feminino de novo mãe estava lá. Afastei o lençol do corpo procurando por pontos e uma das meninas falou: “não tem ponto, não. É tudo feito por baixo”. Falei que precisava fazer xixi urgentemente e uma enfermeira me deu uma aparadeira. Sabe aquele lance de só conseguir usar o banheiro de casa? É… não consegui fazer xixi ali, deitada, naquela baciazinha, com tanta gente na sala. Eu tive que implorar pra enfermeira permitir que eu fosse até o banheiro, porque eu ainda estava visivelmente tonta da anestesia.

QUE DOR DO *#&^$$@**!!! E quando olhei o vaso, eu tinha urinado só sangue. Eu só não me assustei tanto, porque as outras pacientes já tinham me avisado que isso iria acontecer.

Quando voltei pr’o dormitório a equipe médica veio conversar comigo sobre o procedimento, eu só ouvi o “não conseguimos retirar a pedra…” e eu peguei no sono. Mãe e as meninas do quarto disseram que eu chorei e gemi a noite todinha reclamando de dor, só digo uma coisa: se eu não lembro eu não fiz (risos).

Dia 08/07: Alta

Me identifiquei com este tweet hahaha :c

O Dr. M. passou no quarto para conversar comigo e me explicou que por questões anatômicas não conseguiram alcançar o cálculo. Falou que seria preciso remarcar um novo procedimento em até 3 meses, e que até lá eu ficaria com um cateter do rim para a bexiga. Fiquei bem desanimada. Pensei que voltaria para casa com o problema resolvido.

Recebi alta. Antibióticos, antitérmicos, comprimidos para dor.

Em casa: incontinência urinária, muita dor para urinar. Pesquisas no google sobre o Duplo J: como é, como aliviar…


Dias 10, 11, 12, 13 e 14/07: Infecção urinária

Dois dias depois de voltar pra casa fui socorrida com uma crise de rim terrível. Rich me levou de volta pro hospital. Muita dor, não gosto nem de lembrar… Fiquei internada na enfermaria por 5 dias. A médica disse que é assim mesmo, o Duplo J é um corpo estranho no nosso organismo e causa incomodos. Vai ser assim até retirar.

Conheci muita gente engraçada naqueles dias, entre elas, uma senhora em estado terminal: câncer de pulmão e tumores na cabeça. Apesar de tudo, uma pessoa hilária quando não estava dormindo sob efeito da morfina. Suas acompanhantes eram igualmente humoradas.

Quando eu estou com Rich, tudo fica engraçado. A gente ria de um relógio de parede sem lógica que tinha lá, ria da enfermeira que implicava com meus alargadores, etc… E o povo pensando que a gente era um casal. “É meu irmão quase-gêmeo” – a gente estava naquele período antes do aniversário dele, onde ficamos com a mesma idade por alguns dias…


Dia 26: Revisão.

Nada demais. Só conversas. Falei que estava ardendo muito pra fazer xixi e ela me receitou um remédio.

Tenho que ligar para remarcarem a cirurgia – lembrando que a validade do cateter é de 3 meses.

“Cês vão tentar a percutânea, né?” “Provavelmente”.


Vou fazer um post para contar como tento aliviar os incômodos do Cateter Duplo J.

Pipoca & circo

5 segundos depois dessa foto, fui atacada por crianças gulosas. Hahaha

Acordei na sexta bem dolorida (na quinta tinha inventado de dar rolê com a Cacheada, quando deveria estar de repouso por causa do cateter – é que já estava cansada de tanto repouso), mesmo assim consegui convencer mãe de que estava bem e de que a gente deveria assistir o jogo na casa de vó. Meu interesse na verdade nem era o jogo, mas estar reunida com meus primos e tios.

Chegando lá com pipocas e chocolates me dei conta de que estava parecendo meu pai (apesar de que ele é mais exagerado, com certeza colocaria bandeirinhas verde e amarelas na casa, sei lá – risos -), e vendo a alegria e agitação dos pirralhos decidi que quero ser como ele de propósito, mantendo tradições e arrumando o ambiente em datas comemorativas.

Eu nem faço questão, mas estava vestida com a camisa que pai tinha mandado pra mim, e como Rich não queria a dele, dei a sua para Petryson. Binho colocou uma que ele já tinha e Asaphy – que depois de Helena é o menor e quer copiar os mais velhos em tudo – começou a aperriar pedindo uma camisa do Brasil também. Não sabia como resolver aquilo já que não tinha outra camisa, daí minha vó foi bem caladinha lá dentro do quarto dela e voltou com um monte de peças em verde e amarelo, que são de seu brechó. Nunca subestime um guarda-roupa de vó, menos ainda o da minha vó (risos). No final das contas, até minha mãe e minha tia ficaram vestidas a caráter.

O Brasil foi eliminado, okay. Mas que dia! Guloseimas, televisão do lado de fora, meus primos brincando de futebol, Asaphy vestindo a camisa que minha avó achou no guarda-roupa, simplicidade e inocência. Eu adoro essa aura infantil que a casa da minha vó tem. Às vezes acho que vou pra lá só pra me esconder da vida real.

“Pão e circo” – eu já sei, mas deixa eu fingir que o mundo não é uma bosta pr’eu não pirar de novo…


Na moral, contando os dias pra tirar este cateter. Exagerei na bagunça e agora tô de cama.

Bonita, mas fútil

A conhecia de vista, apenas. É amiga de uma amiga de uma amiga. Sempre quis me aproximar e conhecê-la de verdade, porque além de bonita ela é uma dessas pessoas que parecem legais, do tipo sempre rodeada de gente e sorrindo. A oportunidade surgiu num rolê que a galera marcou.

Fiquei mais contente do que nervosa quando conseguimos uns momentos à sós. Puxei conversa cheia de expectativas, mas a cada palavra descobri que na verdade ela não é nada do que eu, de longe, sempre imaginei que fosse. Cada frase dela é sobre marcas ou sobre como tudo o que tem custou caro. Pelo que fala, consigo visualizar seu guarda-roupa cheio de coisas que ela mesma diz não usar.

Agora ela está me contando sobre seu sapato que custa mais do que gente como eu ganha em um mês. O assunto não muda e eu não sei como participar ativamente da conversa, porque é tudo tão fora da minha realidade que não tenho o que argumentar…

Decepcionante. Meu sorriso, empolgação e libido vão caindo. O rosto bonito não compensa a personalidade. Rezo pra galera voltar logo e me salvar da menina bonita, mas fútil. A ignorância é uma bênção. Gostava mais dela antes de conhecê-la.

Quebrando a “regra dos 4 anos”

Eu tinha definido uma regra para me poupar de arranjar problemas caso eu sentisse a necessidade de escrever sobre algo pessoal ou comprometedor demais aqui no blog. A regra era:

“Escrever sobre o assunto só depois de 4 anos do ocorrido, quando a poeira estiver baixa, e for seguro.”

Mas hoje eu vim quebrar minha própria regra ao falar de algo que aconteceu a apenas 2 anos, quando eu era estagiária.

Primeiro eu queria dizer que também não acho ético falar de um lugar que a gente já trabalhou, mas por algum motivo lembrei disso essa semana e deu vontade de escrever sobre o que naqueles dias eu tive que reprimir…


Bom, quando a gente estava no 4° período, os professores começaram a nos pressionar para que corréssemos atrás das 150h de Prática Profissional Obrigatória, porque sem ela não conseguiríamos o certificado mesmo concluindo todas as cadeiras do curso. Começou então um corre corre. As opções eram: Trabalho, Estágio, participar do Programa de Pesquisa e Extensão, ou fazer 2 Monitorias. Eu já tinha uma monitoria em Português e precisava de mais uma, só que agora em uma disciplina específica.

Fiz a prova para ser monitora de Introdução à Logística e até passei, mas empatei com outra guria que ganhou no critério de desempate. Comecei então a procurar estágio, e foi quando abriram 2 vagas lá no campus mesmo, uma para o Almoxarifado e a outra para a Diretoria de Administração e Planejamento.

Todo mundo queria aquelas vagas, a galera da manhã, da tarde, dos segundos e terceiros períodos. Passei em 1° lugar no quesito nota global (não sou inteligente, mas sou esforçada e gostava daquele curso), e depois passei na entrevista com a psicóloga do campus (essa proeza não sei justificar, não) e fiquei com com a vaga da DAP.

Eu estava muito feliz com minhas conquistas e animada porque seria minha primeira experiência profissional e eu queria aprender coisas novas e ser útil, mas logo vi que, realmente, nem tudo são flores…

Em resumo: o estágio em si foi ótimo, mas conviver com as pessoas daquele departamento me deu a sensação de estar vivendo um remake do 3° ano. Aquilo quase acabou com meu restinho de saúde mental.

Embora eu seja brincalhona, quando chego num lugar novo eu adoto uma postura séria e observadora primeiro, para poder avaliar como são as pessoas e ver se eu posso ser eu mesma (gaiata). Foi assim na primeira semana de aula do curso e não seria diferente nos primeiros dias do estágio, ainda mais depois de uma professora ter me parabenizado pela vaga e me dado os seguintes conselhos:

❌Não seja muito TRANSPARENTE SOCIALMENTE (ela explicou que eu não deveria rir de tudo nem fazer as brincadeiras que eu fazia em sala); e

❌Dê uma penteada no cabelo, você estará num ambiente profissional.

Achei ofensivo, inclusive fiz um post bem revoltado na época. Hoje acho que ela tinha apenas boas intenções.

Tá, né! Cheguei quietinha no meu primeiro dia de estágio, toda tensa querendo causar a famosa boa impressão e me sentindo a personificação do meme do Bob Esponja certinho (risos). Fui apresentada ao pessoal, meu chefe falou mais ou menos o que eles faziam ali, e quais seriam minhas tarefas. Dei bom dia a todos, falei que estava a disposição se precisassem de alguma coisa e como falaram que o dia estava tranquilo, fiquei revisando o material do curso na minha mesa, mas atenta, discretamente avaliando o ambiente. Aparentemente tudo normal – pensei. Barulho de impressoras, grampeadores, e, piadas internas.

Como eles me pareceram brincalhões, fiquei procurando uma brecha pra mostrar que eu também tenho humor e que não seria uma planta naquela sala, mas aí eles começaram a conversar entre eles. Primeiro conversas corriqueiras, depois fofocas maldosas, então suposições sobre a orientação sexual de professores que eles SABIAM que me davam aula, e quando alguns colaboradores entravam na sala eram bajulados por eles e assim que saiam eram esculachados. E era tudo em voz alta, sem pudor ou receio da nova estagiária.

Como era desconfortável ouvir e presenciar aquelas coisas. Meio que travei achando que se eu fosse eu mesma, sem dúvidas, também seria alvo de críticas.

Os dias passaram e, claro, eu tive muita oportunidade pra socializar, mas, como os assuntos predominantes eram aqueles, preferi continuar na minha mesmo. Achei que se eu fosse responsável com minhas obrigações e sociável na medida certa passaria ilesa pelas línguas afiadas, mas não foi o que aconteceu. Parece que o fato de eu não participar daquele tipo de conversa começou a incomodar e virei alvo das piadinhas e risinhos sim.

Se eu achava que poderia estar ouvindo errado, o estagiário da tarde, que era meu conhecido (fui monitora da turma dele), passou a me dizer, no intervalo entre nosso turno, o que comentavam sobre mim na minha ausência. Primeiro achei legal da parte dele me contar, depois caiu a ficha de que: do mesmo jeito que ele falava da galera do campus pra socializar com eles, podia estar falando de mim também; aquele leva e traz não estava me ajudando em nada, porque comecei a ficar tão tensa e com uma nóia tão grande de estar sendo sempre avaliada naquela sala que comecei a me atrapalhar no estágio.

~Para não ser injusta, devo dizer que tinha 2 pessoas daquele departamento que eram muito receptivas e legais comigo, mas às vezes eu via que até mesmo eles já estavam se deixando intoxicar pelo ambiente.~

Aquele povo fez minha pequena conquista virar um fardo: eu literalmente contava as horas e os dias para concluir minha carga horária e sair daquele ambiente. Queria ter ficado 6 meses, seria bom pro meu currículo, fiquei só 3.

O que eu aprendi naquele estágio além de noções de rotina administrativa e de Logística Pública?

O óbvio:

Lidar com pessoas pode ser bem difícil. E não importa o lugar, todo canto vai ter gente escrota.

Sabendo disso, hoje enquanto ainda estou desempregada, tô tentando trabalhar meu psicológico para lidar com pessoas, ambientes competitivos, metas e estou buscando descobrir e desenvolver novas habilidades, tentando melhorar a mim mesma. Primeiro porque tá tão difícil conseguir algo que quando eu conseguir vou precisar segurar com toda minha força, e segundo porque não quero mais ser o tipo de pessoa molenga que se incomoda com tudo o que falam e acham de mim.

Status: Jogando as caca tudo no ventilador, mas também já ligay o foda-se mermo, neah?


Leia o post linkado (sobre os toques que a professora me deu antes da entrevista do estágio) e se divirtam com minha revolta e meu antigo crush no Yoongi kkkkkk eu morro de rir quando leio meus posts antigos… ai ai…

Rich ♡

Eu adoro conversar com Rich. Teve um dia que a gente tava indo na livraria e no caminho ele me perguntou se eu nunca peguei um ônibus só pra pensar. “Não”. Ri muito quando ele me contou que, estressado, pegou um busão simplesmente pra “pensar na vida”, foi até o centro e fez o retorno. Segundo ele é bom e funciona.

Outro dia foi minha vez, perguntei se ele achava estranho uma pessoa ir ao parque só pra ficar deitada na grama e meditando. Perguntei meio com vergonha, porque estava planejando começar a frequentar o 13 de Maio pela manhã numa tentativa de melhorar… alcançar… encontrar nem eu sei o quê, e achei que pareceria estranho. Fiquei surpresa quando ele contou que várias vezes foi no 13, deitou num dos bancos de praça e tirou um cochilo. É por isso que gosto de conversar com ele. Como eu sempre digo: quase gêmeos.

Rich não veio pra Recife fim de semana passado (já concluiu o curso, e virou um rato de praia em Maracaípe haha)… e a gente não gosta de conversar por celular (não é a mesma coisa, falta assunto, não flui, temos preguiça…).

Faz uns dias que tô numa bad súbita. Não sei a origem dessa tristeza, sei que se eu me concentrar encontro a causa, mas estou com preguiça e medo de desenganchar o fio sozinha pra descobrir. Não entendo e não aceito… eu dou tantos conselhos, leio tanto sobre mente e autoajuda e tudo mais, eu não deveria estar assim e não sei aceitar ajuda de outras pessoas. Vou tentar o lance do ônibus ou do parque.

Diálogos XIX

– POLIANE? TÁS AONDE?

– Oxe, em casa, mãe…

– E por que Petryson me mandou uma mensagem agorinha dizendo: “Tia, Poli tá no hospital”???

– Hm. A revisão é amanhã, acho que ele confundiu os dias, e acho que ele queria fazer uma pergunta, tipo: “tia? Poli tá no hospital?”

– E por que essa peste não colocou a interrogação, hein? Que susto.

– (risos) eu não sei, mãe.


A pontuação, nunca subestime (risos).