⭐Aleatórios · ⭐Sobre mim

Cortei!

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Não tenho certeza, mas acredito que a causa sejam os cálculos renais que descobri há alguns meses. Quero dizer, foi desde que começaram as crises de rins, as febres, a anemia, os antibióticos, a infecção, que fui perdendo o meu cabelo.

Primeiro, muitos fios no chão da sala, depois meus rastros já podiam ser encontrados em qualquer canto da casa. Sério, não tinha um lugar que não tivesse um amontoadinho de cabelo meu! Até aí achei normal – mesmo sendo muitos fios – porém, numa manhã, ao passar a escova no cabelo, vi que a queda já estava extrapolando os limites da normalidade: na escova não via mais fios, eram mechas. “Mãe, olha isso!”.

Preocupada, comei a cuidar melhor das madeixas. Passei a usar leite de coco, diminuí o uso do secador e da chapinha, melhorei a alimentação e passei a lavar o cabelo com uma frequência menor, já que no banho ele caia muito mais. É, eu tentei, mas não adiantou… não parava de cair. 

Nervosa, comentei a situação com algumas pessoas, e ouvi: “são questões hormonais”, “é normal perder alguns fios aos 20 anos”, “é impressão sua”. Mas não. Não era coisa da minha cabeça. Era real. Eu realmente estava perdendo meus cabelos e ninguém me levava a sério. Só mamãe e Rich, pois eles eram testemunhas, eles viam aquele monte no lixeiro, no banheiro…

Mais umas semanas passaram e foi quando me dei conta de que meu cabelo estava ralo, com uma aparência de “lambido”, sabe? E as pessoas começaram a notar também… Até que depois de alguns comentários, dei um “confere” no espelho e comecei a chorar. Naquele momento desabei e pensei: “fodeu, não posso ficar careca”. 

Minha autoestima foi atingida. Não dava para usar solto, pois não tinha o mínimo volume, o penteado Rabo de Cavalo era apenas uns fiapos que sobrara, e então eu falei para a minha mãe (que por sinal é cabeleireira) que o melhor era cortar, mas ela não me apoiou assim logo de cara.

Muito triste, mandei uma enorme mensagem para uma amiga do IF, que havia feito o BigChop (grande corte) enquanto passava pela transição capilar. Eu imaginei que ela fosse me entender. E me entendeu! Disse que sua mãe também teve medo que ela se arrependesse de cortar tão curtinho, mas minha amiga sabia que difícil mesmo era ver o cabelo nas duas testuras. No final das contas ela conseguiu convencer sua mãe de que sabia o que queria e cortou seu cabelo. Ficou diferente, mas lindo. E naquela mesma noite, depois daquele verdadeiro testemunho da minha amiga, também convenci mamãe. 

Curti muito minha imagem no espelho, não houve drama ou arrependimentos porque na verdade nunca tive medo de cortar meu cabelo, e sempre quis experimentar algo mais ousado.

Não posso dizer que não ligo para o que os outros pensam, porque estaria mentindo, mas no geral os comentários têm sido positivos. Já ouvi que fiquei mais moderna, mais adulta, e mais alta com este novo visual. 

Eu gosto do que vejo no espelho.

Mesmo com essa empolgação do corte novo, às vezes me pego com medo de que os fios continuem caindo, até porque ainda não terminei meu tratamento do rins. Mas eu não vou me vitimizar nem sofrer por antecedência, vou aproveitar meu novo cabelo, e o que for pra ser, que seja! Eu me digo todos os dias que “cabelo cresce”, que “Deus sabe o que faz”, que “vai dar tudo certo”. E insisto: sou uma árvore trocando suas folhinhas, um pássaro trocando suas penas.

Reativei minha conta do facebook para comparar algumas fotos. 🙂

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Ah, conheçam o blog da minha amiga que fez transição capilar, clicando aqui.

Beijujubas, PolianÊ

⭐Meus textos

No final das contas, somos só você e eu…

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Amores vêm e vão, e eu posso resgatá-los sempre, que você vai me ouvir sem cansar, sem se chatear. Eu posso chorar o fim daquela amizade de novo, eu posso tocar no velho assunto da separação dos meus pais mesmo correndo o risco de parecer uma criança mimada que não sabe lidar com mudanças, e você não vai me julgar. Nem mesmo quando eu desabar pela milionésima vez.

Às vezes eu prefiro sumir, me afastar de todo mundo, poupar palavras que sei que ninguém entenderá, mas uma coisa é certa: eu nunca, nunca deixo de me abrir com você. 

Só você papel. Pessoas espalham segredos, fazem fofocas, julgam, mas você, como bom ouvinte, me escuta mesmo que o assunto seja enfadonho, massante, repetitivo. Você me permite desabafar mesmo incoerente, atropelando as palavras.

Ao meu redor alguns fingem ouvir, outros nem se dão ao trabalho. Hoje, eu penso que é melhor assim. Desabafar com as pessoas sempre exige uma seleção criteriosa do que posso ou não falar. E, no pior do casos, um arrependimento terrível após me abrir. Não tenho este tipo de problemas com você, quando escrevo não tem tabus, limites de linhas…

No final das contas eu só tenho a você, velho amigo, para contar os desgostos que ninguém mais me aguenta repetir ou as pequenas conquistam que eles parecem não se importar. 

     PolianÊ 

⭐Amadolescer

“E os namoradinhos?” II | Considerações sobre meu primeiro beijo, e sobre beijos no geral…

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No post anterior, fiz um arrodeio, um verdadeiro flashback da minha vida para poder contar sobre meu primeiro beijo, que aconteceu recentemente, aos 20 anos, e mesmo assim não deu para contar tudo!

Sendo assim, volto a tocar no assunto, desta vez com algumas dicas (mas não espere nada técnico como “mova a língua assim e assim”) e com uma conversa franca sobre expectativas e coisas que todo mundo quer saber, deve saber e ninguém REALMENTE conta quando perguntamos sobre o assunto.

Espero que seja útil e, se não for, que minhas confissões ao menos te façam dar alguma risada, sei lá…

《Concluindo a história:》

Quando meu “cobaia” me beijou, eu juro que esperava as borbeletas na barriga que o povo tanto fala, mas o que eu senti foi um gelo no estômago, e outras coisas que a censura não permite expor…

Quando nos despedimos e o garoto foi para casa, a primeira coisa que fiz foi detalhar numa mensagem para minha TiAmiga, o beijo. Também contei para Rich, e foi como se eu tivesse entrado para um clube, porque eles me pressionavam muito por ser BV na minha idade e agora, finalmente, eu era como eles.

Bom, agora que sei como é estar dentro desse “clube”, tenho umas dicas e algumas confissões para compartilhar com os que ainda não beijaram. Não que eu seja a Laura Müller do beijo, é só que é o tipo de coisa que eu gostaria de ter percebido antes, quando eu recorria a revistas e blogs de adolescentes. 

《Considerações importantes:》

☝Recentemente uma pessoa especial me explicou que existem dois tipos de pessoas: 

1) as pessoas “mais alma”;

2) pessoas “mais corpo”. 

A galera me fazia acreditar que eu era devagar, travada, estranha, por ainda ser BV. Até que veio alguém que me disse que talvez eu seja apenas uma “pessoa alma”, que não faz as coisas por fazer, que faz tudo com sentimento, alma… então entendi que ser mais “corpo” pode ser divertido, mas que também não há nada de errado em não querer ser como todo mundo e esperar para que algumas coisas aconteçam de forma mais especial e romantica. Pense nisso!

☝Beijo tem preliminar… mas pouca gente tem noção disso. Não é só “chegar chegando” como a garota do auditório que eu contei, tem todo um joguinho de sedução antes com voz, narizes, selinhos, e principalmente olhos…

☝O que faz um beijo ser bom não é exatamente técnica. A pessoa pode até dominar o paranauê das línguas e lábios, mas se não tiver feeling, uma conexão entre vocês, o beijo pode ser só algo mecânico e sem sal. Então acho que mais do que se preocupar em “fazer direito”, a gente pode se preocupar em beijar alguém que a gente curta e tenha algum sentimento, algum carinho, e então as chances de fluir tranquilamente serão altas. 

☝Antes de acontecer, eu ficava pensando: “e se eu não souber beijar?”, até que eu percebi que eu nunca vou saber exatamente como beijar uma pessoa, porque beijo não é saber; é descobrir. Beijos não são iguais, as pessoas não são iguais. Beijar é fazer carinho com os lábios, mãos… e cada um faz do seu jeito! Nós descobrimos como agradar a pessoa ao mesmo tempo em que mostramos como a gente gosta de ser tocado.

 

Medo X Nervosismo 

Eu posso até estar equivocada, mas acho que nervosismo é algo momentâneo e o medo é algo mais profundo e duradouro. Uma coisa é ficar nervoso no encontro, outra coisa é ter medo de sair com alguém porque ela pode te pedir um beijo ou algo do tipo. 

Meu medo já me fez cancelar e evitar alguns encontros, meu nervosismo já me fez pagar alguns micos. Acho o nervosismo normal, mas o medo indica que talvez não estejamos prontos ou que nossa motivação para fazer algo é alheia, e não é legal fazer as coisas por pressão da sociedade, dos amigos ou sei lá. Nossas descobertas precisam ser divertidas e não bichos de sete cabeças.

Beije quando estiver pronto, mas saia da sua zona de conforto às vezes. Crie suas situações.

Sobre meu primeiro beijo

 Foi bom?

Confesso que fantasiava demais o momento antes de rolar. Não foi ruim, mas na hora eu pensei: “é só isso? Nos filmes parecia mais empolgante”. E por isso, acho que devo me permitir provar outras bocas e sabores. 

Beijaria a mesma pessoa de novo?

Se estivéssemos na mesma vibe, sim. Não me arrependo da pessoa que escolhi para perder o BV.

Valeu a pena esperar tanto?

As pessoas nos fazem acreditar que existe uma idade certa para este tipo de coisa, sei que vai soar clichê, mas a idade certa é quando a gente se sente pronto. Para mim foi legal que aconteceu aos 20. A julgar pelo meu circulo social, tenho certeza que se tivesse acontecido com alguém do colégio teria sido péssimo!!!

Você tinha vergonha de ser BV?
 
Eu achava chato, mas não tinha vergonha. Nunca escondi dos meus amigos. Mas se você acha que os seus amigos vão te pressionar, omita. Não minha porque você pode se sentir mal depois, sei lá…

✄ 

Eu fui motivada pela curiosidade; queria saber como era, que gosto tinha… também achei que “já estava na hora”, ou seja, que eu já tinha ensaiado muito com laranjas e travesseiro estava pronta. Calhou que eu conheci alguém legal e rolou. 

Muita gente ao meu redor contava que o primeiro beijo tinha sido ruim, por este motivo eu achava que o meu seria também, eu acreditava que bateria o dente, morderia a língua da pessoa ou babaria muito, e que no outro dia Deus e o mundo estariam sabendo. Nada disso aconteceu. Foi tranquilo, natural, do jeito que devia ser.

    Beijujubas, PolianÊ ♡

⭐Curso · ⭐Listas

6 zicas que não deveriam acontecer no período do TCC

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E aí, gente que me lê. Tudo certinho com vocês??? 

Há mais de 6 meses que estou trabalhando no meu relatório da Prática Profissional Obrigatória (PPO) – uma espécie de Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) – e eu pensei que os seminários, as provas, as 150 horas de estágio não remunerado foram as piores fases da minha vida acadêmica, mas o TCC tem me mostrado o que é estresse de verdade, o que é cogitar a hipótese de recorrer aos calmantes da minha avó toda vez que a minha orientadora responde meu e-mail falando de Norma ABNT. Eu já perdi a conta de quantas vezes meu relatório voltou para ser corrigido.

Como se não bastasse ser um período trabalhoso na vida de um formando, às vezes é também uma fase cercada de azares onde tudo o que não poderia acontecer, infelizmente, acaba acontecendo! 

Segue então uma lista com as piores zicas que podem acontecer durante a elaboração do TCC, e que f0d3m com a vida de quem só quer pegar seu lindo diploma.

Espero, de coração, que ninguém se identifique com as situações presentes nesta lista (risos).

😡1. O computador quebrar: 

Sério, este é um péssimo momento para o PC de casa quebrar! TCC exige concentração e leva tempo, coisas que não se conseguem em Lan House, nem usando o computador do primo de vez em quando. 

Solução: Fazer rascunhos no papel em casa e usar os compuradores da biblioteca do seu campus, ou o PC do seu colega, primo, namorada para digitar. Resiliência é tudo!

😡2. Substituição de orientador:

Antes de começar o relatório você conhece o professor que vai orientar o seu trabalho, ao longo dos meses acostuma-se com sua metodologia, e já na reta final, com boa parte do TCC elaborado… Eis que há uma substituição de seu orientador por algum motivo, e é claro, o novo orientador acha que você deve mudar todo o rumo do seu relatório que já estava quase pronto. Que azar, hein?

Solução: Diálogo e paciência. Tenta entrar num consenso com o novo orientador, se não der certo… paciência.

😡3. Adoecer:

Todo mundo quer se livrar logo do TCC, e doença só atrasa. 

Solução: Previna-se contra este azar; cuide de sua saúde. E, ao sinal de qualquer melhora, mantenha um ritmo mínimo de trabalho, exemplo: 1 folha por dia, ler 2 capítulos do livro recomendado pelo professor…

😡4. Greve geral no dia da reunião com o orientador:

Já pensou se você consegue um dia para discutir o TCC com o orientador pessoalmente e a greve geral coincide com o dia dessa tua reunião? Sem busão, as kombis cobrando o dobro da passagem, protestos nas ruas…

Solução: Te benze!

😡5. Perder o arquivo.

Seu primo de 10 anos apagou seu relatório? O TCC estava no computador que quebrou? O pendrive caiu dentro do vaso ou sei lá qual zica te fez perder o arquivo?

Solução: Salve cópias no e-mail, no pendrive, no pendrive do seu irmão, e guarde todos os rascunhos que foram feitos no papel mesmo que você já os tenha digitado.

😡6. Precisar de um livro que não está disponível na biblioteca:

Um TCC necessita de referências de autores importantes, então é óbvio que seu orientador pode te recomendar alguns livros. Seria triste se o livro recomendado fosse também o mais procurado da biblioteca, não é mesmo?

Solução: xerox, e-books, sebo…

E se eu disser que algumas dessas coisas aconteceram comigo (risos)? De onde vocês acham que tirei a ideia de elaborar este post? 

O PC do meu irmão quebrou, adoeci alguns dias, paguei multa na biblioteca… vou até pedir para Deus iluminar meu caminho no dia da Banca Examinadora, eu já consigo imaginar as situações saindo de Recife para o Cabo: trânsito, esquecer alguma coisa (risos)… Precaução é tudo!

Boa sorte a todos nós. Dizem que existe vida após o TCC, será???

   Beijujubas, PolianÊ, a pessimista! 

⭐Amadolescer

“E os namoradinhos?” I | Meu primeiro beijo…

Imagem: Pixabay

Até há alguns meses eu ainda era BV, acredita? Pois é. Eu tinha 20 anos e o mais perto que havia chegado de dar um beijo foi quando uma garota me roubou uma bitoca há uns 5 anos no Ensino Médio. Mas finalmente aconteceu.

EU BEIJEI.

EU BEIJEI, MINHA GENTE!!!

E enquanto eu pensava em como registrar e compartilhar este acontecimento aqui no blog (é muito bobo uma garota de 21 anos escrever sobre seu primeiro beijo?), eu relembrei minhas tentativas de relacionamentos e flertes na escola, meus quase-primeiro-beijo, e pensei que se é para contar uma história, é bom que seja do começo.

A história é longa, com detalhes desnecessários e claro cheia de clichês adolescentes: menina tímida, amores platônicos, e descobertas.

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Nos tempos de escola eu era meio frustrada porque as minhas colegas já tinham namoradinhos, ou pelo menos “ficantes” e eu era a Boca Virgem, a que escutava a amiga falar como foi quente os amassos na noite anterior com o namorado, como ele beijava bem e etc. Por que eu não ficava com ninguém? Bem…

  •  Eu era/sou meio tímida nessas questões;
  • Eu não tinha nada que chamasse a atenção dos meninos da escola;
  • Eu não queria que meu primeiro beijo fosse no corredor ou escondido no muro do colégio;
  • Eu era da igreja e pensava em “namorar para casar”, “namorar em casa”, “namorar sério”, nada de só ficar;
  • Eu esperava a “pessoa certa”.

A pessoa certa para mim, naquela época, era o rapaz que seria meu primeiro e único namorado, meu “primeiro tudo” como dizem, e que  fosse tão inexperiente quanto eu. Eu não encontrei essa pessoa, mas tive pretendentes interessantes, acontece que ele se mostravam muito apressadinhos para beijar e isso me assustava ao ponto de não rolar nada.

Enfim, saí do colegial ainda BV, cheguei no Ensino Técnico ainda carregando essa sigla, e comecei a achar preocupante aos 20 anos e meio nunca ter dado uns amassos por aí. Eu estava começando a me achar um ET! Como se não bastasse, eu estava descobrindo minha bissexualidade e estava louca para beijar uma garota, o que me levou a colocar uma meta no último período do curso: perder o BV com uma menina.

Tinha uma garota no campus que eu sabia que era “do babado”, eu fiz de um tudo para ser notada por ela e deu certo, ela pegou meu número com um amigo em comum e me mandou uma mensagem.

Marcamos de ficar, e eu fiz o que sempre faço quando me sinto perdida: liguei para Rich para pedir conselhos. Bom, não adianta muita teoria já que o lance é mais prático… Mesmo assim tentei recordar todo o material colhido em livros e blogs sobre “como beijar” e muito nervosa fui para o local marcado.

Foi um desastre, a garota já “chegou chegando” me prendendo na parede do auditório escuro, daí eu abri o jogo: “Olha, eu nunca beijei. A gente pode ir com calma? Vamos para outro lugar? Esse auditório escuro sugere que estamos fazendo algo errado e escondido, eu não queria que fosse assim”. A garota riu, e falou para a gente marcar outro dia. Nos encontramos mais umas 5 vezes, e, te juro, eu não conseguia ficar 100% à vontade com ela. Era muita mão boba em mim, muita pressa e eu ficava nervosa.

Acabei desistindo dela e dessa história de perder o BV.

[…]

Como eu nunca levei um namoradinho para casa, é claro que minha família fazia umas cobranças disfarçada de piadas…

#Teoria: acredito que a vida de uma garota seja dividida em duas fases:

  • Fase 1: quando os pais reclamam que ela é muito nova para namorar;
  • Fase 2: quando os pais começam a fazer piadas do tipo “vai ficar pra titia”.

Pois bem, se até minha família falava é porque já estava na hora de eu desencalhar mesmo, pensei. Então eu comecei a sair com meninas que conhecia em aplicativos, e sempre que eu voltava para casa depois de um encontro meu irmão perguntava: “e aí, beijou?”, e eu tentava lhe explicar que preciso me sentir confortável com a pessoa, pegar na mão primeiro, essas coisas. Mas nem ele me entendia.

Minha “TiAmiga” (tia e amiga), é o que eu tenho de mais próximo de uma melhor amiga, eu converso tudo com ela, e falando desse meu “bloqueio com beijos” recebi o seguinte conselho: “Poli, faça como eu: escolha um menino bobinho, faça dele um cobaia para aprender a beijar e pronto”. Ridículo, mas guardei o conselho.

[…]

Um dia eu fui fazer uma visita ao meu tio Daniel e lá conheci o que viria a ser meu primeiro namorado: Um rapazinho branquelo, magrelo e dos olhos castanhos bem clarinhos. Gostei do que vi e, na hora, lembrei do conselho da minha tia, decidi então que ele seria o meu cobaia; eu beijaria aquele boy e depois o dispensaria junto com essa sigla “BV”.

Consegui seu número com meu irmão e quando entrei em contato, ele me disse que estava tentando me encontrar no facebook para me conhecer melhor. Como não uso essa rede social, trocamos muitas mensagens no whatsapp e depois de uns dias eu marquei um filminho na minha casa, num sábado que mamãe estaria fora e Rich no curso.

É claro que não prestamos atenção no filme…

No início conversamos com certa timidez, mas depois de um tempo ele já estava me pedindo para dividirmos um Bis (risos). Eu fiquei enrolando porque sabia o que ele realmente queria, até que lhe contei que estava com vontade sim, mas que estava com medo de fazer algo errado porque era meu primeiro beijo e eu não tinha experiência alguma no assunto. Ele foi muito compreensivo, falou coisas bonitas que me tranquilizaram e quando dei por mim já estávamos abraçadinhos no sofá – perdoem a riqueza de detalhes, não quero esquecer de nada.

Ele teve de ir depois do filme que não assistimos, mas antes me convidou para lhe acompanhar numa festa da igreja naquela noite, e foi na volta, ao me deixar em casa, que o beijo finalmente aconteceu. Era só para ele me deixar em casa depois do culto, mas eu lhe disse: “fica um pouco mais”. Conheceu minha mãe que estava tomando uma cervejinha com Rich e Leandro no terraço, e para socializar peguei dois copos para a gente.

Eu sabia que aquela era a minha chance, estava ficando tarde e ele logo teria que ir para casa, então o levei para o murinho, e com o desejo estampado nos olhos, ele foi chegando perto de tal modo que eu não pude (nem quis) fugir. E me beijou. Molhado.

[…]

Continuamos de rolo alguna dias, até que ele, muito cedo, me pediu em namoro, daí eu lhe contei com toda delicadeza do mundo a história de “cobaia”, e disse que gostava dele, mas que precisava curtir mais antes de namorar sério. Ele insistiu e eu aceitei… O namoro já acabou, hoje somos colegas, mas muita coisa aconteceu nesse pouco tempo: coisas boas, coisas ruins, mais descobertas e alguns aprendizados, só que este já é assunto para outro post que, com certeza, escreverei.

Beijujubas, PolianÊ

⭐Aleatórios

A infeliz saga dos cálculos renais II | Tomografia e cabelo ralinho…

Não acredito que estou escrevendo uma “parte 2” do post “A infeliz saga dos cálculos renais” em pleno aniversário de 3 anos desse blog!!! #chateada

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E aí, gente que me lê, tudo certinho com vocês? Eu só vim contar como foi a tomografia já que no último post eu dividi com vocês meus medos antecipados…

O exame foi feito no Hospital da Mulher do Recife, e antes de tudo, eu tive que preencher um questionário de alergia que tinha perguntas como: “Já fez este exame antes? Usou contraste?”, “está fazendo uso de alguma medicação?”, “tem alergias?” e minhas respostas foram, sucessivamente: “não e não”, “sim”, “alergias à tintas, corantes, cosméticos…”.

No meu caso foi dispensado o uso do contraste (ufa!), me disseram apenas para ir ao banheiro tirar o sutiã e qualquer coisa de metal que estivesse vestindo ou usando. Deixei tudo com minha mãe. Daí entrei na sala de tomografia, tirei o sapato, deitei e passei nesse arco que a fotografia mostra, cerca de 3 vezes, enquanto uma voz me falava para respirar fundo e segurar por alguns segundos. Fim. Bem tranquilo.

Imagem: Pixabay

O resultado? Só mês que vem…

Na volta para casa o uber que pegamos bateu numa moto, e como se não bastasse, Rich esqueceu a chave dentro de casa e tivemos que serrar o cadeado para entrar, mas isso é típico dele (risos). Que dia!

Ainda tenho o sumário de urina para fazer, o hemograma e a consulta com o Urologista esse mês. O resultado destes exames eu vou levar para a Nefrologista e então vou ficar sabendo se vou tomar alguma medicação para desmanchar e espelir estes cálculos ou se farei a remoção por cirurgia ou lazer.

Desde que comecei a tomar os antibióticos não tive mais febre nem dores (GrazaDeus), mas outra coisa tem me preocupado: meu cabelo continua caindo muito, e agora está tão ralinho que estou começando a ficar preocupada de verdade. Apesar de que eu li em algum site que é normal, depois de ou durante algum período de enfermidade, as madeixas caírem já que o corpo foca em curar a enfermidade esquecendo assim de cuidar de outras partes do corpo como unhas e cabelos, por exemplo.

Minha mãe começou a ficar preocupada ao ver os vários fios no sofá, no chão, no banheiro é pior… para tranquilizá-la eu brinco dizendo que sou uma árvore trocando suas folhas. E todos os dias eu tento nos convencer disso.

 Beijujubas, PolianÊ

⭐Aleatórios

A infeliz saga dos cálculos renais I | Consulta com a Nefrologista

E aí, gente que me lê. Tudo certinho com vocês???

Tenho sofrido um bocado com pedras nos rins ultimamente, quem acompanha minhas leseiras aqui deve ter lido sobre…

As dores começaram em janeiro e nas vezes em que fui socorrida com incômodos abdominais, os médicos suspeitaram de cisto no ovário. Em maio, ao fazer uma ultrassom, descobri que se tratava de “nifrolitiases bilaterais”, lado direito medindo 0,5cm e no esquerdo medindo 2,0cm. Eu achei que seria um problema fácil de ser resolvido, que fariam uma remoção e pronto, mas ao procurar o posto de saúde vi que não seria algo tão simples assim. Fui encaminhada a uma especialista, a Nefrologista.

Na consulta com a nefro descobri que as febres que tenho tido são sinais de infecção. Ela me receitou 2 semanas de antibióticos, que ainda não comecei a tomar, e recomendou o uso de um termômetro para registrar minha temperatura quando as crises começassem, além disso passou vários exames como hemograma, urina de 24 horas, tomografia, um encaminhamento para um Urologista e outros.

A tomografia está marcada para quarta-feira (05/07), não sei se tenho motivos, mas estou com um pouco de medo por causa do tal do contraste. Eu sou alérgica à várias coisas, então temo ter alguma reação a essa substância.

Ainda na consulta, fiquei sabendo que estou com anemia. De fato, minha pele está ora amarelada ora pálida demais – mamãe fica falando para eu sentar no terraço para tomar un sol (risos) – e meu cabelo tem caído de modo assustador. Dá até dó passar o pente. Sem exagero!

Enfim, esse é meu estado atual: correndo para lá e para cá fazendo exames e gastando bastante com isso. Graças à Deus, minha mãe tem sido bem presente me acompanhado nesse vai e vem.

Estou sempre relaxada na questão de tomar bastante água, confesso, mas pretendo mudar. “Se você não cuidar do seu corpo, onde você vai morar?” Diz a frase. E embora tenha um certo pavor de me engasgar com comprimidos, vou buscar seguir o tratamento “na moral”.

Espero que esta infeliz saga acabe logo para eu poder tomar mais alcatrão com a galera do álcool  -Leandro, Dário, Rich e Tuthie – (risos). Enquanto isso tento me contentar com Kapo de uva.

Então é isso, gente que me lê, beijujubas e tomem bastante água (repassando os conselhos que não sigo).

PolianÊ ♡


P.S: Aniversário de 3 anos do blog este mês. ♥