Sobre amizade e tal

Imagem: Pixabay

Minha vizinha era minha melhor amiga na infância. A gente passava o dia todo juntas brincando de casinha, de Mundo do chocolate, e fazendo cachoeira no pé de Jaca – borrifávamos água no tronco, o que dava um efeito de cachoeira. Mas aí a adolescência chegou, as coisas mudaram e eu me afastei.

Eu era uma pirralha, e naquele tempo achava que amizade era um contrato onde um dos acordos era o de contar TUDO para o outro, e assim eu dividia com minha melhor amiga todos os acontecimentos da minha vida acreditando, claro, que a confiança era recíproca. Mas sabe aquela frase:

“A amizade acaba quando você percebe que o amigo é só você”?

Foi o que aconteceu.

Diferente do que a galera pensa, não foi um fato isolado que me afastou dela, mas a junção de coisas pequenas à coisas não tão pequenas assim, como aos 16 anos quando ela não me disse que estava namorando, e com a pessoa que eu gostava. Hoje tudo é bobo, mas naquela época eram acontecimentos importantes. Coisas da idade…

Enfim, coloca os óculos para ler, porque a história é meio longa…

Eu gostava de um rapaz da igreja onde a gente congregava, mas não era algo correspondido. Mesmo assim, um dia a mãe da minha melhor amiga me chamou para conversar sobre minha paixonite, me deu conselhos que me deixaram com uma esperança danada, e querendo dar uma de cupido começou a fazer umas reuniões em sua casa para que sua filha (a minha melhor amiga), o rapaz que eu gostava, meu irmão Rich e eu jogássemos dominó e Vítima, Detetive e Ladrão.

Vítima, Detetive e Ladrão é um jogo onde cada pessoa sorteia um papel que diz se você vai ser uma das vítimas, o detetive, ou o ladrão da brincadeira. Quem for o ladrão tem de ir matando os colegas com uma discreta piscadela, a vítima que receber a piscadela diz “morri” e o detetive tem que descobrir quem é o ladrão e dizer “Preso em nome da Lei” antes que ele mate todo mundo da roda.

Volta e meia a mãe dela aparecia no terraço sorridente e soltava: “Alguém vai acabar se apaixonando com essas piscadas de olhos”, e eu achava que a indireta se encaixava perfeitamente com minha situação…

Muitas reuniões e piscadelas depois, eu percebi que o tiro saiu pela culatra; o garoto que eu gostava havia se apaixonado por minha melhor amiga – que por sinal andava distante e ocupada demais para mim – e demorou mais ainda até que eu me desse conta de que os dois estavam namorando, mesmo frequentando sua casa quase que diariamente. Eu desconfiava, claro, mas pensava: “se eles estivessem juntos ela me contaria”. Que nada!

Em 2012 a gente não usava whatsapp, a trocava de arquivos era feita via bluetooh, e foi quando eu enviava algo para minha amiga que a confirmação do namoro aconteceu: o nome do bluethooh do celular dela era o apelido de casal deles. Meio sem jeito ela disse: “Já faz um mês que a gente tá namorando, o tempo voa, né? Painho até perguntou se a gente tava namorando escondido (risos)” e na hora eu pensei “Só se foi escondido de mim, né?” – mas não consegui falar nada.

Era REAL/OFICIAL: minha amiga de infância estava com seu primeiro namorado e não tinha sentado comigo para compartilhar a novidade. E se não fosse o bluetooh? Quando, como, será que ela me contaria??? Um drama desnecessário, hoje eu sei…

Me senti meio traída, mas a questão ali não era “ele”, minha vizinha podia quebrar as regras convencionais da amizade e namorar o meu irmão ou se apaixonar pela mesma pessoa que eu, acontece, mas como melhor amiga eu esperava saber disso antes que completasse um mês de namoro, sei lá…

“Qual a vantagem da amizade senão a confiança para trocar confidências?” “Qual era meu papel na vida dela afinal?” Fiz uma retrospectiva de nossa amizade de modo geral e na verdade vi que ela podia até ser minha melhor amiga, mas eu não era a melhor amiga dela. E aquilo doeu (risos)!

Não dava para continuar me abrindo para uma pessoa que não confiava nem precisava de mim, e como reciprocidade não se cobra, eu não podia lhe implorar que me elegesse como sua melhor amiga. Só me afastei.

Nesse mesmo ano meus pais separaram e foi quando eu deixei o colégio, saí de casa e fiz um momente de besteiras. Eu era uma adolescente revoltada e sem uma melhor amiga para conversar, pense no perigo (risos)! Mas em 2014 criei o blog e descobri que é terapêutico escrever e é só por isso que continuo.

Faz uns 6 anos que eu não falo com esta minha vizinha nada mais que um “oi” e não faço questão de sermos muito próximas de novo, porque já mudamos tanto nesse meio tempo que não faria sentido despejar 6 anos de frustração e achar que tudo ficaria bem. De qualquer forma é bom poder escrever sobre isso.

Por muito tempo eu tive que guardar essa pequena decepção para mim, porque ninguém entendia. Eu ouvia: “Tu acabasse com uma amizade de infância por causa de macho?”, “Você tem é inveja dela”, etc. Quando na verdade eu odiava o fato de ter perdido – ou nunca ter tido de verdade – minha melhor amiga de infância.

Bobos ou não, são os acontecimentos do passado que explicam nosso hoje. O lance com minha vizinha me transformou: primeiro me deixou insegura, desconfiada sem saber se as pessoas estavam comigo ou só do meu lado; depois egoísta e auto suficiente vendo todo mundo como uma ameaça; e agora me considero só desapegada/desinteressada.

Não sou de telefonar, mandar mensagem, fazer visita, iniciar conversas, mas estou sempre pronta para ajudar quem precisar. Meio desconfiada, com um pé atrás, mas pronta para ajudar.

“…O peito aberto e a guarda alta. Sagacidade contra a rataria. ” Malícia_Forfun 🎶


PolianÊ

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Quotes I

🏮Bokura Ga Ita (2006)

Imagem: reprodução

Citação do episódio 09

Nana: -Quero ter muitas recordações com você.

Yano: -Eu realmente não gosto da palavra “recordação”.

Nana: -Por que não?

Yano: -Por razão nenhuma. Na minha aula de japonês, na escola primária, eu li uma história.

Nana: -Que história?

Yano: -Uma história chamada “Qual era era a cor do vestido daquela garota?” Já ouviu falar?

Nana: -Não…

Yano: -Duas garotas, chamadas A e B, estão recordando uma velha história juntas. Elas começam a discutir sobre uma foto que estava na parede de uma das escadarias na escola primária que estudavam. Uma foto de uma garota colhendo flores diante de um pôr do sol profundamente vermelho…

Você nunca ouviu falar disso?

Nana: -Não.

Yano: –A disse: “Oh, que nostálgico, você está falando sobre a foto da garota que usava um lindo vestido amarelo, certo?”. Mas aí B disse: “Não, o vestido que ela usava era vermelho, assim como o pôr do sol”. “Não, era vermelho”, “Não. Com certeza era amarelo”. “Certo, então porque não vamos conferir nós mesmas?”

As duas garotas cheias de entusiasmo, chegaram na velha e nostálgica escola.

“Qual era a cor do vestido da garota?”

Nana: -Qual era a cor?

Yano: -O vestido… não tinha cor. Era só uma figura em preto e branco. O vestido que aquela silhueta negra vestiu estava completamente riscado de preto. Ainda assim, ambas tinham certeza que o vestido da figura tinha uma cor.

Vê? As recordações de um humano são muito vagas. Pensando que algo tem cor quando não tem, tornando as coisas mais dramáticas do que são, coisas admiradas. Lhes dando mais significado do que o comum. É por isso que não acredito nesse negócio de “belas recordações”.

Nana: -Sendo assim, no que você acredita?

Yano: -Em você. Somente em você. No que está na minha frente agora.


Não tenho costume de postar citações aqui, mas limpando meu quarto achei, no fichário onde guardo anotações para o blog, esse diálogo do anime Bokura Ga Ita, que era o meu shoujo preferido quando eu tinha uns 15 anos.

Hoje não gosto taaaantoo assim deste anime, e acho o Yano um idiota, mas a citação é realmente muito bonita.

Queria registrar aqui esse “achado”.


PolianÊ

RESUMÃO DAS ÚLTIMAS SEMANAS: Crochê, Instagram, e muitas dores!!! | Vivendo na filosofia do “Podia ser pior”…

Janeiro de 2018

Almejando um ano PERFEITO, eu saí apelando para tudo que era santo no réveillon. Roubei a mandinga de Rich de romper ano tomando banho para “limpar as impurezas”, coloquei moedas no bolso da minha calça para atrair riquezas como meu pai recomendou, e claro realizei também minha própria mandinga de escrever meus votos, promessas e desejos na primeira folha da agenda do ano.

Era só pra mostrar como é linda as folhinhas dessa agenda!!! ♥

Dessa vez eu não pedi muito nem fiz tantas promessas, não. Na verdade só prometi uma coisa mesmo; em 2018 eu devo tentar ver o lado positivo de TUDO. Mas este post é para desabafar e dizer que não tem sido tarefa fácil ser uma pessoa zen, não… Só Deus na causa!!!

📅No dia 01

Bumbum de ouro🎶

Rich, Thinho e a namorada, o Braz, e eu estávamos numa festinha na casa da irmã do Braz. Foi legalzinho. À tarde teve almoço de família na casa da minha vó. Foi hilário!!!

📅Dia 04 Fui para Maracaípe VENDER ARTE NA PRAIA. Sério! Parece meme, mas não é. Deixa eu explicar melhor…

Eu estava cansada de esperar por ligações de empresas e decidi que em 2018 eu pararia de esperar esperando e esperaria agindo, e fui para Maracaípe destinada a vender crochê na praia que é o que eu sei fazer.

Aprendi o básico do crochê com minhas tias quando eu tinha uns 11 anos, mas nunca passou de um hobby. Só que no final do ano passado, meu irmão Thinho viu um apanhador de sonhos de crochê que eu tinha feito e achou que eu tivesse jeito para a coisa e que podia ser rentável. Então ele me levou no centro e comprou novelos, plumas, brincos de madeira e miçangas para me ajudar e eu fui toda empolgada para Marcaípe.

Tudo ia bem. Dei início às confecções de saídas de praia, croppeds… mas do nada comecei a passar mal. Papai me levou para a UPA de Porto de Galinhas e apesar de medicada continuei mal por dias na casa dele. Resumo da ópera: tive de voltar para Recife (dia 27), e perdi a alta estação, momento ideal para as vendas na praia. Triste!

Eu tinha prometido ver o lado positivo das coisas, e pensei: “Pelo menos as peças estão lindas”, “Ainda tem o carnaval, vou ficar bem de saúde daqui para lá”… mas eu não melhorei.

Essas são fotos e vídeos de quando estive em Marcaípe.

Quando eu vejo alguém conhecido na rua…

Ela é muito séria, ela. 🐶 😁

Manhosa! 🐶♡

📅Dia 29

Sigam-me os bons! 😁

Criei uma conta no Instagram para divulgar minhas peças. A Cacheada falou que seria bom e tinha razão, deu um up nas encomendas.

Fevereiro

Continuei fazendo coroas de flores e outras coisas para vender no carnaval crente de que eu estaria melhor e de que veria Skank e Natiruts no Marco Zero no carnaval do Recife, mas continuei doente, com dores e indo ao banheiro numa frequência absurda.

Sim, já tomei Emozec, Antibióticos, anti inflamatórios, Buscopan… Não tem adiantado em nada. Nada do que eu como fica por muito tempo, e tenho uma cólica que me impede de realizar as simples atividades do dia a dia.

Tento não ficar puta com tudo isso, mas como se não bastasse essa dor contínua estou chateada pensando no tanto de material perdido…

Eu não queria postar nada negativo aqui esse ano, tanto que para me distrair postei um texto sobre volta às aulas, mas a verdade é que as coisas não estão tão positivas por aqui e eu tinha que falar sobre isso para não pirar. Essa diarréia monstro está acabando comigo literalmente, tenho perdido muito peso (quem achar devolve, please!) e desmarcado muitos eventos e compromissos com medo de passar mal na rua…

Espero que essa maré de azar passe logo.


Pesquisei no Google. São sintomas de SII – Síndrome do Intestino Irritável. Enquanto não consigo me deslocar até uma clínica minha mãe tem me ajudado a seguir uma dieta sem refri, chocolate e um monte de outras coisas gostosas. Que saco!

PolianÊ

Volta às aulas!!! | Parte 1: Fatos da vida do estudante de Ensino Médio + Dicas

Imagem: Pixabay

Ontem passei a tarde na casa da minha avó, e conversando com meu primo perguntei da volta às aulas. Ele me contou de suas expectativas para este novo ano letivo e eu relembrei algumas coisas da vida de estudante de Ensino Médio; coisas que eu sinto falta, coisas que eu faria diferente, etc… Foi uma conversa bem legal!

O post é resultado do diálogo da gente e será dividido em 3 partes:

📎 Parte 1: Fatos da vida do estudante de Ensino Médio + dicas;

📎 Parte 2: Como personalizar o fardamento e material escolar;

📎 Parte 3: Dicas para o TERCEIRÃO!!!

É isso aí!!!



FATOS DA VIDA DO ESTUDANTE DE ENSINO MÉDIO

《AS MELHORES COISAS DA VOLTA ÀS AULAS》

Claro, adquirir novos conhecimentos é maravilhoso e essencial, e a gente vai à escola para isso, mas a verdade é que depois de dias em casa sem hora para acordar, sem aquela agonia de semana de prova, o que realmente nos motiva a voltar à rotina escolar com todo o gás é:

  • Rever os amigos e professores favoritos:

Para dividir as novidades do que rolou nas férias, exibir o novo visual, contar que os planos do que fazer depois do colégio mudaram novamente e que ao ler sobre pisicologia nas férias você descobriu que este é o curso da sua vida….

  • Conhecer pessoas novas:

Vai, a gente sempre fica na expectativa de conhecer gente nova…

  • Comprar material novo:

Cheiro de caderno novinho é algo divino!!! Comprar material novo é uma das coisas mais legais da vida de estudante. Eu adoro artigos de papelaria e confesso que canetas coloridas e agendas fofinhas me dão estímulo para estudar e ser organizada. E não precisa ser caro, na parte 2 do post pretendo mostrar como personalizar material escolar.

《PROMESSAS CLICHÊS DE ESTUDANTES》

Essa vibe de “ano novo tudo novo” faz a gente prometer coisas demais. Eis uma lista das promessas mais comuns feitas por estudantes:

“Esse ano vou estudar mais, e tirar só notas boas”

“Prometo escrever com letra bonita no caderno novo até nos dias de de preguiça”

“Este ano eu vou fazer todos os trabalhos com antecedência para não ficar enrolado com tudo acumulado”

“Esse ano eu não fico de recuperação em nenhuma matéria!”

“Vou zelar pelo material até o fim do ano”

Como a gente diz aqui em Recife: “é muita pala” (risos).

《DICAS》

Para finalizar a primeira parte deste post eu queria deixar umas dicas para quem está no colégio. São coisas que se eu pudesse voltar no tempo eu mudaria, e coisas legais que eu fiz e recomendo.

Saia do seu grupinho de sempre e interaja com outras pessoas. Experimente fazer trabalhos de grupo com outra galera da sala também;

Não deixe passar nada de matemática. A gente usa essas merdas de fórmulas depois do ensino médio, sim em concurso, no vestibular, no primeiro período dos cursos (menos Bhaskara. Eu pelo menos nunca usei Bhaskara depois do colégio).

Amizade com professor é importante para tirar dúvidas, para indicação, para conselhos sobre vida acadêmica e até vida pessoal.

Vá para as festinhas do colégio!!! Entre para a quadrilha de São João, participe do teatro da Paixão de Cristo. Coloque seu nome como voluntário dos eventos, escreva para o jornal da escola.

Os colaboradores da escola sempre são legais, as tias do lanche, o porteiro… façam amizade!

Chega na mina que tu gosta, tabacudo (a). A vida é uma só e a escola vai passar, se ela te der um fora fica a experiência, um dia vai ser só uma lembrança cômica dos tempos de escola.

Eu gosto de estudar por questionários. Recomendo!

É normal se sentir perdido (a) e ansioso (a) com o futuro no Terceirão. Eu fiquei com muito medo de ficar parada na vida depois do Ensino Médio, mas apareceu o Técnico em Logística e com esse curso eu aprendi coisas novas; fui estagiária, fui voluntária, fui monitora… tentei agarrar tudo o que aparecia na minha frente. O curso acabou e eu ainda não estou trabalhando na área, nem fazendo faculdade, mas eu já não me sinto tão ansiosa assim porque tenho certeza que tudo dá certo no momento certo e que cada um tem seu caminho. Não adianta fazer porque todo mundo faz, não adianta fazer o curso que tá em alta se a gente não tem vocação.

Saia da sala no intervalo.

Não seja o donzelo que brinca de tapa ou de zoar a orelha grande do outro. Sei lá, faz piada inteligente. Piada de qualidade.



Isso é tudo pessoal. Por enquanto…

Mudando de assunto… animados para o carnaval?

Beijujubas, gente que me lê,

PolianÊ

Retrospectiva/Perspectiva

Imagem: Pixabay

Eu já falei muito de passado aqui e compartilho bastante do meu presente neste blog enquanto ele acontece, mas é bem verdade que eu pouco falo (ou nunca falei) de sonhos e futuro. É que em algum momento eu meio que desisti de pensar nessas coisas…

Faz exatamente 1 ano que eu concluí o curso e voltei para Recife, e além de meus pano de bunda, claro, eu trouxe também expectativas comigo. Lembro de ter pensado: “Vou ficar na casa de mamãe temporariamente, porque com curso e estágio na área de Logística vai ser fácil conseguir um emprego. Daí vou morar só, ajudar mamãe, claro, e investir mais na minha educação com cursos e tal”. Esse era meu plano para 2017.

O primeiro degrau era o emprego, todo o resto dependia disso, e eu não consegui nem uma entrevista. Saí com um roteiro para entregar currículos com a Cacheada (beijo nega!), cadastrei currículos em sites, meu pai conversou com alguns de seus contatos, e nada. “Esquece logística, menina. Vai pro telemarketing, eles chamam todo mundo” – nem eles me quiseram (risos).

Parei no tempo. Comecei a achar que planejar era se frustrar, que sonhar era coisa de menininha, comecei a ficar ansiosa… desanimei.

Parei para avaliar e minha realidade hoje é a seguinte:

❌Aqui em Recife somos 3 numa casa; mamãe, Rich e eu. E ninguém está trabalhando;

❌Não tenho muito espaço nesta casa – divido quarto com mamãe – se eu ligo a luz para ler de madrugada ela se incomoda, já ela dorme com a tv ligada, o que me incomoda.

Ou seja, eu não posso me dar esse luxo de desanimar. A gente precisa de dinheiro, de espaço, etc.

Enfim, eu não quero contar muita coisa ainda, mas o post era para registrar aqui que tenho um projetinho novo para 2018, e consegui um investimento. Não sei se vai dar certo, mas todos ao meu redor estão acreditando em mim ♡. É isto!

Próspero ano novo, gente que me lê!!! Sorte nos negócios de vocês também, saúde, tranquilidade. #DeusNoComandoSempre

~PolianÊ

Algumas de nossas histórias de natal…

Imagem: Pixabay

Vim tirar as teias de aranha do blog com algumas histórias de natal que lembrei…

MINHA 1ª BICICLETA

História digna do “Arquivo Confidencial” no Faustão

Não lembro quantos anos eu tinha, mas quando papai me perguntou o que eu queria de presente de natal naquele ano sei que respondi: “uma bicicleta”

Como podem ver pela foto, eu ganhei o que pedi, mas meus pais resolveram fazer uma pequena trollagem comigo na hora da entrega dos presentes e este episódio acabou virando uma daquelas histórias constrangedoras da infância que os pais contam para as visitas, parentes de 2° grau, e principalmente nas ceias de natal (risos).

Bom, meus pais fizeram uma cena antes de me darem aquela bike: entregaram o presente de natal do meu irmão Rich, os dos meus primos, e chegando na minha vez eles falaram que não tinham presente para mim, não. Eu olhei ao redor e não tinha mais nada na sala mesmo, então eu chorei. E chorei muito. Meus pais adoram enfatizar essa parte da história (risos). Então papai foi até o quarto e, SURPRESA, voltou com minha bicicleta. 

Até hoje não sei como não sei como não vi uma bike escondida dentro de casa  – mas tenho algumas teorias: em cima do guarda-roupa? Debaixo da cama? -, e até poderia perguntar aos meus pais como eles fizeram, mas prefiro manter a magia do natal sobre como as bicicletas são escondidas…

Tenho muitas lembranças boas de meu pai me levando para correr de bike na rua da igreja Rompendo em , ou no Campo do Fluminense, que era caminho da antiga casa de vovó. Tia Tuthie também me levou muito para andar de bicicleta. Bons tempos.

OXE, COMO ASSIM É MAINHA QUEM DEIXA OS PRESENTES?!?

Se tem algo que eu nunca esqueci é a história da minha professora que disse ter colocado seus filhos de castigo por descobrirem precocemente que Papai Noel não existe. Sério, ela contou isso rindo e eu ouvi incrédula (risos).

A história é que nas vésperas de natal ela esperava seus filhos dormirem para poder colocar os presentes embaixo da árvore e, claro, alimentar a fantasia da existência do Bom Velhinho que deixa as paradas na casa da gente de graça. Só que houve um natal em que as crianças estavam tão ansiosas (não seria desconfiadas?) que fingiram dormir, mas ficaram escondidas esperando a visita do Papai Noel e assim flagaram-na deixando os presentes na árvore.

Não lembro a idade das crianças, mas ela falou que deu umas palmadas e as colocou de castigo por terem “perdido a inocência precocemente”. Para mim, o lance da fantasia tinha mais a ver com ela mesma do que com os pirralhos…

TEM QUE TER SAFADEZA NO NATAL

Imagem: Pixabay

Quando ainda era tradição a galera se reunir lá em casa (Recife) no natal, mãe preparava um monte de comidas típicas desta época como o odiado arroz com passas, a salada com maçã e uns espetinhos, tipo os da imagem acima só que, com salsicha, queijo, azeitona, cebola, que minha vizinha chamava de “SAFADEZA”. 

Sei lá, mas a gente achava engraçado quando a vizinha perguntava a mamãe se teríamos safadeza no natal (risos). Aliás tem safadeza na ceia de vocês também???

PAPAI E O NATAL

Meu pai é um cara muito tradicionalista em datas comemorativas. Quando criança, eu tinha fantasia de carnaval diferente todo ano porque ele fazia questão de comprar e me levar para o polo infantil do palhaço mais conhecido no Recife: o Palhaço Chocolate. No são joão ele comprava os papéis e barbante para a gente fazer bandeirinhas para a casa, e no natal ele ficava 1000 vezes mais empolgado (risos).

Meu pai adora natal (muito mesmo) e só esses dias eu soube que isso tem a ver com sua infância, quando ele veio de Barreiros para Recife. Ele contou que, do bairro humilde onde morava, dava para ver a decoração natalina do centro da cidade e que ele olhava tudo aquilo pensando: “Um dia eu vou no natal”. 

Sua infância foi difícil e literalmente não tinha natal na casa dele. Não tinha a decoração, não tinha presentes, não tinha o sapato e a roupa nova que ele nunca nos deixou faltar. E hoje faz sentido aquela questão da decoração e todo o resto: era para dar a gente o que ele não pode ter, e tentar recuperar um desejo da infância de viver aquilo também. 

A casa era decorada, a cor das paredes retocadas e ia todo mundo: meus primos, meus tios, amigos engraçados da família… Hoje que meus pais são separados e eu tenho que escolher com quem eu fico, normalmente eu só durmo. Mas esse ano pai pediu para que seus três filhos estivessem em Maracaípe no natal e eu não vou ser egoísta e lhe negar isso. E é como comentram no meu post meio depressivo do ano passado: “pelo menos você tem a dádiva da escolha entre os dois”. Verdade.

Então é isso; Thiago a boysinha e um casal amigo deles chegam dia 23, Rich devia ter vindo hoje, e eu estou aqui desde o dia 11… vamos criar novas recordações de natal.

Feliz natal aí, gente que me lê!

PolianÊ

“Olá, escuridão, minha velha amiga…”

Imagem: Pixabay

Muita coisa legal e diferente aconteceu esse ano, esses meses, esses dias. Eu saí bastante, conversei bastante, vi bastante, mas agora estou numa daquelas fases de querer ficar sozinha, de preferência, em casa.

Está tudo bem, o autoisolamento é um comportamento típico meu. Como eu disse, saí um bocado esses dias, e para mim socializar é como mergulhar, e em algum momento eu vou sentir a necessidade de voltar a superfície para respirar. É isso, só quero respirar.

Outra coisa que influencia na minha solitude é que dezembro é o mês da reflexão, e tem ecoado na minha mente o “Então é natal e o que você fez?” me pondo a avaliar 2017 e planejar 2018. Além disso, com Mercúrio retrógrado, a geminiana aqui não para de questionar tudo aquilo que um dia já foi certeza… O momento realmente é de instrospecção.

[…]

Eu já senti isso antes, e lembro como funciona, portanto saúdo sem resistência alguém que já é de casa: “Olá, escuridão, minha velha amiga…”*

*Trecho da música The Sound Of Silence


P.S.: Eu fui à Feira Japonesa do Recife dia 03, mas foi tanta coisa, e eu ando tão sem vontade de tudo que fazer um post do evento seria mais cansativo do que divertido (eu teria que juntar as fotos que tiramos, etc…). Mas para não ficar em branco este dia que foi divertido demais, vou deixar registrado duas coisinhas do evento:

📎Teve muito cosplay legal na Feira Japonesa esse ano. Eu adorei o cosplay do Obelix feito por um senhor, os meninos (Rich, Braz e Thinho) adoraram o de Chuck Norris que ficou idêntico, mas acho que Rich curtiu mesmo o de Saori (risos)… 

📎Consegui convencer a Cacheada a ir para o evento, e depois de tê-la feito esperar um tempão no Cais (Me perdoa, bença!!!) a levei para conhecer meus irmãos, para ver a Feira e aí demos um pequeno rolê no Antigo. Tirei algumas fotos dela no Paço, na Cultura… Foi um passeio rápido, porque eu queria voltar para a Feira e ela não podia demorar muito já que era dia de jogo do Sport e Recife ferve em dias assim. Mas eu gostei.

~PolianÊ